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sexta-feira, 2 de novembro de 2012







Desde novembro de 2009, a Emenda Constitucional nº 59 assegura a obrigatoriedade do acesso ao ensino a todas as crianças partir dos 4 anos de idade. Paralelamente a isso, o Plano Nacional da Educação (PNE) tem como meta ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender 50% da população de até três anos – em 2009, essa população era de mais de 10,5 milhões de crianças, mas apenas 18% delas eram atendidas. Mas como fazer isso sem incorrer no mesmo erro da expansão do ensino fundamental: cuidar primeiro do acesso para depois cuidar da qualidade?

Um dos caminhos é pensar no conjunto de fatores que interferem na qualidade da educação, com especial atenção à figura-chave da qualidade do atendimento: o professor de educação infantil. Isso significa, nos termos dos objetivos do novo PNE, fomentar a formação inicial e continuada de profissionais do magistério para a educação infantil e assegurar a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério até 2013.

Até hoje prevalece, para uma grande parcela da sociedade, a percepção de que, para trabalhar com crianças pequenas, basta cuidar para que elas comam, durmam e estejam limpas.





 Prova disso são as constatações de uma pesquisa realizada recentemente pelo Ibope, a pedido da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que revelou: apenas 19% dos pais entrevistados acreditam que conversar com a criança é importante para o desenvolvimento dela. E só 11% pensam que proporcionar estímulos auditivos, visuais e táteis, como sons, música, bichos e histórias, também influencia positivamente o desenvolvimento da criança.

Essa ideia do senso comum tem raízes históricas e ignora os saberes científicos sobre a importância fundamental que os primeiros anos de vida têm para a formação de cada um de nós e para a sociedade como um todo. Cuidar da educação de crianças em creches e pré-escolas pressupõe conhecer os processos de desenvolvimento infantil, as linguagens que estimulam esse desenvolvimento e a organização de espaços e atividades, além do desafio de dar atenção tanto a cada uma quanto ao conjunto das crianças. Trocando em miúdos, para ser professor na educação infantil, como nos demais níveis e modalidades de ensino, é preciso estudar muito, pois a tarefa é complexa e de muita responsabilidade.

Acontece que ainda temos muito a fazer pela qualificação da formação desses profissionais. 





Segundo o Censo Escolar de 2011, 61% dos professores de educação infantil têm ensino superior completo. Outros 29% fizeram o curso de magistério, e 8% possuem apenas o ensino médio regular. E ainda existem 0,35% e 0,74% que possuem apenas o ensino fundamental incompleto e o fundamental completo, respectivamente.

Incentivar os quase 40% sem curso superior a entrar em uma faculdade é garantir que creches e pré-escolas tenham pessoas com a qualificação mínima almejada para a educação pública, de forma que o professor esteja preparado para lidar com as diferenças e dificuldades típicas da primeira infância. No entanto, para começar a mudar o cenário de forma mais profunda, é preciso dar apoio e estabilidade ao professor. A presença de coordenadores pedagógicos, responsáveis pelo acompanhamento e suporte aos professores em serviço, nem sempre está assegurada nas redes municipais de ensino. Outro ponto crucial é a estabilidade funcional. Sem ela, vive-se um eterno recomeço no trabalho de formação. Esse problema é sentido em um dos projetos desenvolvidos pelo Instituto C&A, o Paralapracá, que apoia a formação de professores de educação infantil em cidades da Região Nordeste. 





 Muitos dos professores que começam a formação estão vinculados às redes por contratos temporários ou são estagiários, nem sempre permanecem na função e, consequentemente, não completam a formação. Se não houver concursos bem estruturados e um plano de carreira que incentive a permanência dos professores na rede e na escola em que lecionam, continuaremos a carregar água na peneira, investindo na formação de quadros que mudam com muita frequência, o que impossibilita um trabalho continuado e coletivo, como requer a docência.





 A estabilidade pressupõe outras questões envolvidas na valorização profissional, como remuneração adequada à função exercida. Hoje, um profissional com curso de magistério tem piso salarial de R$ 1.451,00 para trabalhar 40 horas semanais. O valor é bem abaixo da média recebida pelos profissionais de nível técnico no Brasil, que é de R$ 2.085,47. É urgente dignificar o salário do professor de educação infantil, pois ele é o primeiro contato da criança pequena com a educação formal. É ele quem apresenta o universo escolar para os alunos. Ele é o responsável pela socialização dessa faixa etária. É ele que será a referência para as famílias, e sua atuação repercutirá nos processos de aprendizagem das crianças por muito tempo. 





 Garantir atendimento de qualidade na primeira infância é a efetivação de um direito social básico previsto na Constituição federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Mas como garantir esse direito e cumprir as metas de educação infantil citadas no PNE? Para isso, é preciso que a sociedade brasileira reconheça a importância da educação para as crianças pequenas e apoie a luta pela valorização dos profissionais encarregados dessa educação.



* Patrícia Lacerda, doutora em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, é gerente de Educação, Arte e Cultura do Instituto C&A. 




Fonte: Jornal do brasil

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Educação no Brasil

Educação, informações para professores, analfabetismo, taxa de escolaridade no Brasil, Educação Básica,

Educação Infantil, LDB ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação), dados estatísticos, bibliografia





Introdução





Atualmente, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos que um país cresce, aumentando sua renda e a qualidade de vida das pessoas. Embora o Brasil tenha avançado neste campo nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. A escola (Ensino Fundamental e Médio) ou a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e muitas famílias tem investido muito neste setor.





Quadro da educação nacional





Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 53 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.





Uma outra notícia importante na área educacional diz respeito ao índice de analfabetismo. O Censo de 2010 (IBGE) mostra uma queda no índice de analfabetismo em nosso país nos últimos dez anos (2000 a 2010). Em 2000, o número de analfabetos correspondia a 13,63% da população (15 anos ou mais de idade). Esse índice caiu para 9,6% em 2010. Ou seja, um grande avanço, embora ainda haja muito a ser feito para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Outro dado importante mostra que, em 2006, 97% das crianças de sete a quatorze anos frequentavam a escola.





Esta queda no índice de analfabetismo deve-se, principalmente, aos maiores investimentos feitos em educação no Brasil nos últimos anos. Governos municipais, estaduais e federais tem dedicado uma atenção especial a esta área. Programas de bolsa educação tem tirado milhares de crianças do trabalho infantil para ingressarem nos bancos escolares. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) também tem favorecido este avanço educacional. Tudo isto, aliado a políticas de valorização dos professores, principalmente em regiões carentes, tem resultado nos dados positivos.





Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem. Este quadro tem mudado com reformas no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos neste sentido.





A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), aprovada em 1996, trouxe um grande avanço no sistema de educação de nosso país. Esta lei visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do cidadão. A escola ganhou vida e mais significado para os estudantes.





Outros dados da educação brasileira:





Taxa de abandono (2008): 4,8%

Taxa de reprovação (2008): 12,1%

Taxa de aprovação (2008): 83,1%

Matrículas na Educação Básica (2009): 52.580.452





Fonte: MEC/Inep

sábado, 7 de julho de 2012

A teoria do desenvolvimento humano de henri wallon — Presentation Transcript





1. A teoria do desenvolvimento humano de Henri Wallon e sua interface com a educação Tatiana Azevedo de Souza da Cunha Lima





2. Um pouco da história da Psicologia Na Grécia, surge a primeira tentativa de sistematizar uma Psicologia. Império Romano  psicologia estava relacionada ao conhecimento religioso. O Renascimento é marcado por transformações em todos os setores (artes, literatura, economia, física). A psicologia também se transforma. No Século XIX destaca-se o papel da ciência, o conhecimento tornou-se independente da fé.





3. O Positivismo propunha método da ciência natural como modelo de construção de conhecimento. Para se conhecer o psiquismo humano era necessário compreender os mecanismos e o funcionamento do cérebro.

 (Fisiologia e Neurofisiologia) Alemanha: berço da Psicologia Moderna (final do século XIX). Porém é nos EUA que ela encontra campo para seu rápido crescimento. Surgem as primeiras escolas em Psicologia: Funcionalismo (James), Estruturalismo (Titchner) e Associacionismo (Thorndike). Século XX surgem novas escolas: Behavorismo, Gestalt, Psicanálise e atualmente a Psicologia Histórico-Cultural.





4. Psicologia e Educação no Brasil A psicologia no Brasil desenvolveu-se estreitamente ligada à educação. 1920: difusão do escolanovismo e , junto com ele, as teorias e técnicas da Psicologia. 1930/1960: maior especialização da psicologia: publicações, cursos. Parecer Mec 292/1962: inserção da psicologia no currículo dos cursos de formação de professor. 1970/1980: críticas à educação e à psicologia.





5. A teoria do desenvolvimento humano de Henri Wallon e sua interface com a educação Nasceu na França em 1879. Viveu toda sua vida em Paris, onde morreu em 1962, aos 83 anos. Viveu num período marcado por instabilidade social e turbulência política: duas guerras mundiais, avanço do fascismo, revoluções socialistas e as guerras para libertação das colônias na África. Graduou-se em Filosofia (1902) e Medicina (1908). Atuou, até 1931, como médico psiquiatra, dedicando-se ao atendimento de crianças com deficiências neurológicas e distúrbios de comportamento. Interessado pela psicologia da criança.





6. 1937 a 1962 – presidiu a Sociedade Francesa de Pedagogia. 1946 a 1962 – presidiu o “Grupo Francês de Educação Nova”, ligado ao Movimento da Escola Nova. Projeto Langevim-Wallon – projeto de reforma do ensino francês, após a 2ª. Guerra: construção de uma educação mais justa para uma sociedade mais justa. Participou do movimento da Educação Nova. Defendia a preocupação escolanovista em adequar o ensino ao desenvolvimento da criança. Críticas ao ensino tradicional. Seu pensamento tem raízes no materialismo histórico dialético. (indivíduo e meio se modificam reciprocamente)





7. Tentativa de ver a criança de um modo mais integrado, levando em consideração os domínios cognitivo, afetivo e motor. Não dissociar campos que são indissociáveis (afetividade e inteligência). Estudo do desenvolvimento humano a partir do desenvolvimento psíquico da criança. Desenvolvimento da criança aparece descontínuo, marcado por contradições e conflitos, retrocessos e reviravoltas. A passagem dos estágios de desenvolvimento não se dá linearmente.





8. Estágios ou Estádios do Desenvolvimento da Criança 1) Impulsivo-emocional ocorre no primeiro ano de vida expressões/reações generalizadas e indiferenciadas de bem estar/mal estar. predominância da afetividade orienta as primeiras reações do bebê às pessoas. as emoções são o primeiro recurso de interação do bebê com o meio social. Emoções são extremamente contagiosas entre os indivíduos.





9. Estágios ou Estádios do Desenvolvimento da Criança 2) Sensório-motor e projetivo inicia-se por volta de um ano e se estende até os três anos de idade. caracteriza-se pela investigação e exploração da realidade exterior. o andar e a linguagem darão oportunidade à criança de ingressar em um novo mundo, o dos símbolos. Linguagem estrutura o pensamento. Importância de se afinar o olhar para o movimento.





10. Estágios ou Estádios do Desenvolvimento da Criança 3 ) Personalismo Por volta dos três aos seis anos. Enriquecimento do eu e a construção da personalidade. Oposição ao outro  busca de afirmação de si. Sedução  a criança tem necessidade de ser admirada, para se admirar também. Imitação  personagens são criados a partir das pessoas que a criança admira. Inteligência se apóia fortemente na atividade motora. Sincretismo  não separa a qualidade da coisa em si.





11. Estágios ou Estádios do Desenvolvimento da Criança 4) Pensamento Categorial Entre os 6 e 11 anos. Marca a diferenciação entre o eu e o mundo exterior, em que a criança aprende a perceber o que é de si e o que é do outro. Pensar a realidade a partir de categorias. Emergência de uma capacidade nova para a criança: a atenção. É fundamental a interação do indivíduo com a cultura.





12. Estágios ou Estádios do Desenvolvimento da Criança 5) Puberdade e Adolescência A crise pubertária rompe a “tranquilidade” afetiva que caracterizou o estágio categorial e impõe a necessidade de uma nova definição dos contornos da personalidade, desestruturados devido às modificações corporais resultantes da ação hormonal. Oposição sistemática ao adulto. Busca diferenciar-se do adulto.





13. Wallon e a Educação Estado de indiferenciação  início do desenvolvimento. À medida que a afetividade se desenvolve, interfere na inteligência e vice-versa. Afetividade e inteligência são interdependentes. Invenções e criações  momentos de sincretismo  surgem novas categorias. Currículo escolar  valorizar ciências e igualmente a arte. O professor sente-se incomodado com a oposição.





14. A criança não é resultado linear do meio em que vive. Vive em vários meios: familiar/escolar. Meios não concretos: valores (família/escola/comunidade). Essa diversificação é importante para o enriquecimento das crianças. Escola oferece lugares diferentes para a criança ocupar. Escola é um lugar onde se educa, mas, principalmente, onde se deve estudar a personalidade da criança. Organização do espaço e do tempo.





15. Educação não deve excluir as crianças com dificuldades escolares ou com comportamentos inadequados. Ressalta a importância da atenção e do interesse das crianças nas atividades escolares. O professor precisa ter conhecimento dos problemas sociais de sua época. Incentivar a coletividade e a cooperação. Relação mantida em sala deve ser cultivada com sentimentos positivos. O professor deve criar um clima de igualdade de expressão e evitar tratamentos desiguais.





16. A perspectiva teórica de Wallon traz ainda uma preocupação bastante atual: como construir uma educação para todos, independente de sua condição social, origem ou raça, e, ao mesmo tempo, uma educação para cada um, que contemple a complexidade do indivíduo em todas as suas dimensões.







sexta-feira, 1 de junho de 2012

Diário Oficial publicará no decorrer de junho detalhes da nova etapa do projeto da Cultura Inglesa para a Formação Contínua de Professores de Inglês





Desenvolvido pela Cultura Inglesa para professores da rede pública de ensino, o projeto Formação Contínua de Professores de Inglês terá os detalhes da etapa do 2º do semestre de 2012 divulgados no Diário Oficial do Estado de São Paulo no decorrer de junho. Na publicação, os docentes poderão se informar sobre as inscrições, o processo de seleção, início e locais das aulas. Como nos outros semestres, o curso é gratuito.





Realizado em parceria com a PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo desde 1995, o projeto já chegou a mais de 5.800 professores da rede pública e de 3,3 milhões de alunos, maiores beneficiados com o aperfeiçoamento do corpo docente. Os cursos são de aprimoramento da Língua Inglesa (com 900 vagas por semestre e duração de três anos), especialização – Pós graduação Lato Sensu (80 vagas por ano e duração de até dois anos) e aperfeiçoamento (60 vagas e duração de 18 meses).





Os professores participantes da Formação Contínua trabalham como multiplicadores e, uma vez por mês, comandam oficinas pedagógicas para seus colegas. O projeto abrange também professores que moram no interior do Estado. Nesse caso, os educadores participam do curso online Teacher´s Links, por meio virtual (computador). “Mais do que promover a formação profissional e o crescimento do professor como indivíduo, nosso objetivo é contribuir para a melhoria do ensino de inglês na escola pública”, afirma Lizika Goldchleger, gerente acadêmica da Cultura Inglesa.





A Cultura Inglesa também oferece cursos de inglês gratuito a crianças e jovens da Associação Meninos do Morumbi (São Paulo-SP), Creche Baroneza de Limeira (São Paulo-SP), Projeto Bate-Lata (Campinas-SP), Vida – Casa de Apoio (Cotia-SP), Projeto Girassol (Franca-SP) e da Secretaria Municipal de Educação de São José dos Campos (SP).





Mais informações: www.culturainglesasp.com.br/formacaoredepublica





Sobre a Cultura Inglesa:





Com mais de 65 mil alunos, 30 unidades no Estado de São Paulo e quatro em Santa Catarina, a Cultura Inglesa é uma associação sem fins lucrativos e a maior rede de escolas não-franqueadas do País. Seus professores são capacitados no Brasil e no exterior e a abordagem de ensino leva em consideração as diferentes necessidades dos alunos. A Cultura Inglesa não cobra taxa de matrícula nem multa por desistência, tem autonomia de escolha do melhor material didático disponível no mercado e reinveste seus recursos em infraestrutura, capacitação dos professores e produção de eventos culturais como o Cultura Inglesa Festival. Para conhecer as vantagens de estudar numa escola independente, agende uma aula demonstrativa pelo portal da Cultura Inglesa www.culturainglesasp.com.br.





Siga a Cultura Inglesa pelas redes sociais – Twitter e Facebook – e fique por dentro das novidades de todas as unidades.





Informações para a Imprensa: Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, com Yuri Antigo, pelo telefone 11-3814-4600.









Maeria enviada por: Yuri Antigo

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fonte: PROVÍNCIA FRANCISCANA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DO BRASIL





1. Os pais têm plena consciência de que são os primeiros e fundamentais educadores de seus filhos. A escola, por sua vez, além de ser local de instrução (e de instrução de qualidade), precisa ser um espaço de humanização das pessoas. Fica claro que casais unidos, profundamente amorosos e equilibrados são os melhores educadores. A escola, sem sombra de dúvidas, precisa trabalhar com os pais, acolher os pais, dialogar com os pais, ajudar essas famílias esfaceladas.





2. Educa-se a partir do que somos. Uma família vazia e oca nada tem a dizer aos filhos. Romano Guardini afirma: “O educador deve ter bem claro que a máxima eficiência de sua tarefa não vem do modo como fala, mas antes do que é e do que faz. Assim se cria um clima. A criança que não reflete, ou reflete pouco, é receptiva a esta atmosfera. O primeiro fator da educação é aquilo que o educador é, o segundo é aquilo que ele faz e somente em terceiro lugar aquilo que ele diz”.





3. Os pais e os professores não podem renunciar ao cômputo da educação. Os pais têm autoridade. Colocaram filhos no mundo que são destinados a serem cidadãos e não trastes, que busquem a Deus e não se entreguem a uma vida banal de seres diminuídos. O Cardeal de Gênova, num texto sobre a educação, assim se exprime: “Não podemos negar: a cultura contemporânea parece não ter nada a dizer a jovens e adultos que queiram educar e educar-se, porque não acredita no valor do homem: a liberdade é identificada com capricho individual; a felicidade, com o sucesso, o prazer e o dinheiro. A razão – capacidade de conhecer a verdade das coisas e dos valores – não inspira confiança. O sentido do limite e das regras parece insulto à dignidade. O indivíduo é o centro de si mesmo. A vida é apresentada como o mito da eterna juventude, feita de triunfos e satisfações onde tudo é fácil e considerado direito, onde esforço e sacrifício são banidos, onde o que conta é aparecer, ser visto e ser admirado. É a consagração do nada: nada de sentido, nada de valor, nada de relacionamentos verdadeiros e construtivos”.





4. No processo educativo há perguntas que precisam ir sendo respondidas. Isto não somente até a juventude, mas ao longo de toda a vida. Fala-se hoje de uma formação permanente, para que não haja uma definitiva deformação. Algumas dessas perguntas: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? A quem pertenço? Para que existem meus braços, minha boca, minha vida? Qual o sentido desse existir que vai desde o momento em que fui concebido no seio da mãe até o momento em que a irmã morte nos visita? Como me posicionar diante desses outros, dessas outras que circulam à minha volta? Por que esse desejo de atingir as estrelas quando tudo em mim é fragilidade? Quem sou eu, esse caniço tão frágil, mas esse caniço pensante, no dizer de Blaise Pascal?





5. O pano de fundo de toda forma de educação é a família. No bojo de uma família se fazem presentes os valores que podem plasmar pessoas de garra e de valor. Bento XVI numa de suas instruções às famílias assim se exprime: “Quando uma criança nasce, através do relacionamento de seus pais, começa a fazer parte de uma tradição familiar, que tem raízes muito antigas. Com o dom da vida se recebe um patrimônio de experiência. Os pais têm o direito e dever de transmitir um tal patrimônio a seus filhos: educá-los no descobrimento de sua identidade, introduzi-los na vida social, na prática responsável de sua liberdade moral e de sua capacidade de amar, através da experiência de serem amados, e sobretudo no encontro com Deus. Os filhos crescem e amadurecem humanamente na medida em que acolhem com confiança esse patrimônio e essa educação que vão gradativamente assimilando”.





6. Educar é abrir-se à vida, é encontrar o mistério da vida e dialogar com a fala da vida. Acolher a vida significa dar-lhe lugar em mim para ela de tal sorte que minha existência não seja um peso, mas ocasião de colocar ações profundamente gratificantes e que tornem mais bela a face da terra. Não “toleramos” o viver, mas daremos o testemunho de uma alegria de viver, mesmo no coração de todos os desafios. “A luz só se acende com a luz, a vida coma vida, a liberdade com a liberdade. Se eu, por primeiro, não sou um homem luminoso, livre e vivaz interiormente não transmitirei claridade a nada e a ninguém” (Dom Ângelo Bagnasco, Cardeal de Gênova).





7. Os bispos italianos num denso e longo documento sobre o tema da educação, grande prioridade da Conferência Italiana, afirmam: “A educação está profundamente vinculada ao relacionamento entre as gerações, antes de tudo no interior da família, portanto, em termo de relacionamentos sociais. Muitas das dificuldades experimentadas hoje no âmbito da educação se devem ao fato de que as diversas gerações vivem muitas vezes em mundo separados e estranhos. O diálogo requer uma significativa presença de uns na vida dos outros e requer disponibilidade de tempo. Ao empobrecimento e à fragmentação dos relacionamentos dever-se-á acrescentar o modo como se opera a transmissão entre as gerações. Não poucas vezes os filhos se acham diante de uma figura adulta desmotivada e nem sempre digna de crédito, adultos sem capacidade de testemunhar as razões de sua vida que possam fazer surgir nos educandos o desejo de amor e de dedicação”.





8. O objetivo central da educação pode assim ser resumido: agir de sorte que os jovens sejam psicologicamente equilibrados, social e culturalmente inseridos, eticamente responsáveis, com capacidade de construir seu futuro, donos de suas vidas e atores e não meros espectadores das coisas que acontecem sem que eles tenham domínio sobre elas. A verdadeira educação não pode excluir a proposta da busca de Deus na vida das novas gerações.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012







A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999. A Lei N° 9.795 -- Lei da Educação Ambiental, em seu Art. 2° afirma: "A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.

A educação ambiental tenta despertar em todos a consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente. Ela tenta superar a visão antropocêntrica, que fez com que o homem se sentisse sempre o centro de tudo esquecendo a importância da natureza, da qual é parte integrante.

"A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa têm a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação."

"A educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificações de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A educação ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhora da qualidade de vida

"Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade."





O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:













CAPÍTULO I





DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL





Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.





Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.





Art. 3o Como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, incumbindo:





I - ao Poder Público, nos termos dos arts. 205 e 225 da Constituição Federal, definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;





II - às instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem;





III - aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;





IV - aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação;





V - às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente;





VI - à sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a identificação e a solução de problemas ambientais.





Art. 4o São princípios básicos da educação ambiental:





I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;





II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;





III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;





IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;





V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;





VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;





VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;





VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.





Art. 5o São objetivos fundamentais da educação ambiental:





I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;





II - a garantia de democratização das informações ambientais;





III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social;





IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;





V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;





VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;





VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade.





CAPÍTULO II





DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL





Seção I





Disposições Gerais





Art. 6o É instituída a Política Nacional de Educação Ambiental.





Art. 7o A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação, além dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino, os órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental.





Art. 8o As atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar, por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacionadas:





I - capacitação de recursos humanos;





II - desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações;





III - produção e divulgação de material educativo;





IV - acompanhamento e avaliação.





§ 1o Nas atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os princípios e objetivos fixados por esta Lei.





§ 2o A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para:





I - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos educadores de todos os níveis e modalidades de ensino;





II - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos profissionais de todas as áreas;





III - a preparação de profissionais orientados para as atividades de gestão ambiental;





IV - a formação, especialização e atualização de profissionais na área de meio ambiente;





V - o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à problemática ambiental.





§ 3o As ações de estudos, pesquisas e experimentações voltar-se-ão para:





I - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à incorporação da dimensão ambiental, de forma interdisciplinar, nos diferentes níveis e modalidades de ensino;





II - a difusão de conhecimentos, tecnologias e informações sobre a questão ambiental;





III - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à participação dos interessados na formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemática ambiental;





IV - a busca de alternativas curriculares e metodológicas de capacitação na área ambiental;





V - o apoio a iniciativas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de material educativo;





VI - a montagem de uma rede de banco de dados e imagens, para apoio às ações enumeradas nos incisos I a V.





Seção II





Da Educação Ambiental no Ensino Formal





Art. 9o Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:





I - educação básica:





a) educação infantil;





b) ensino fundamental e





c) ensino médio;





II - educação superior;





III - educação especial;





IV - educação profissional;





V - educação de jovens e adultos.





Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.





§ 1o A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.





§ 2o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica.





§ 3o Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.





Art. 11. A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.





Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.





Art. 12. A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas redes pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos arts. 10 e 11 desta Lei.





Seção III





Da Educação Ambiental Não-Formal





Art. 13. Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente.





Parágrafo único. O Poder Público, em níveis federal, estadual e municipal, incentivará:





I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente;





II - a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não-formal;





III - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações não-governamentais;





IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;





V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação;





VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;





VII - o ecoturismo.





CAPÍTULO III





DA EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL





Art. 14. A coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental ficará a cargo de um órgão gestor, na forma definida pela regulamentação desta Lei.





Art. 15. São atribuições do órgão gestor:





I - definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;





II - articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação ambiental, em âmbito nacional;





III - participação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação ambiental.





Art. 16. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na esfera de sua competência e nas áreas de sua jurisdição, definirão diretrizes, normas e critérios para a educação ambiental, respeitados os princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.





Art. 17. A eleição de planos e programas, para fins de alocação de recursos públicos vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental, deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios:





I - conformidade com os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental;





II - prioridade dos órgãos integrantes do Sisnama e do Sistema Nacional de Educação;





III - economicidade, medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retorno social propiciado pelo plano ou programa proposto.





Parágrafo único. Na eleição a que se refere o caput deste artigo, devem ser contemplados, de forma eqüitativa, os planos, programas e projetos das diferentes regiões do País.





Art. 18. (VETADO)





Art. 19. Os programas de assistência técnica e financeira relativos a meio ambiente e educação, em níveis federal, estadual e municipal, devem alocar recursos às ações de educação ambiental.





CAPÍTULO IV





DISPOSIÇÕES FINAIS





Art. 20. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação, ouvidos o Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação.





Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.





Brasília, 27 de abril de 1999; 178o da Independência e 111o da República.





FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Paulo Renato Souza

José Sarney Filho





Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 28.4.1999

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Pergunte a qualquer pessoa, em qualquer profissão ou estágio da vida: todos querem ser bem-sucedidos. Essa busca pelo sucesso às vezes aparece disfarçada em eufemismos como:





-Ah, eu quero me dar bem.

-Quero ter uma aposentadoria tranqüila e confortável.

-Luto para sair de cada aula com um sorriso no rosto.

Se quisermos ser mais literais, fiquemos com a definição do Dicionário Houaiss. Sucesso é bom resultado, êxito, triunfo; pessoa ou coisa vitoriosa, de grande popularidade; expressão com que se deseja êxito a alguém que vai apresentar-se, fazer uma prova, realizar um negócio, tentar obter algo etc.; conseguir bom resultado, ter êxito, ser vitorioso. Sucesso também significa "parto" e "aquilo que sucede, acontecimento, fato", mas essas duas últimas definições não têm nada a ver com essa história.





Chegar lá - Certo, apenas a definição e o fato de que todos querem ser um sucesso não ajuda o professor. É preciso fazer algo para transformar tudo isso em resultados palpáveis. Algumas dicas:





1 - Defina seu objetivo com clareza. Se nem você sabe o que considera um sucesso, ou o que quer realizar para se considerar bem na sua profissão ou vida, como espera consegui-lo? É importante ter metas profissionais: uma grande, o que você espera para sua carreira e várias outras menores, com as quais você mede seu progressos em direção a seu objetivo maior.





2 - Trabalhe com todo o seu coração e todo o seu cérebro. Pense naquilo que faz você, todo dia, ir para a escola, dar aquela aula. Pense no que você sente olhando nos olhos de seus alunos, o que você espera, os seus sonhos e esperanças. Caso você não consiga imaginar nada disso e na sua mente só venham razões como "dinheiro" e "a coisa tá feia, é melhor esse empreguinho meia-boca do que nada", é hora de reavaliar sua carreira. Você está empregando horas valiosas e irrecuperáveis da sua vida pelos motivos errados. Professores de sucesso amam o que fazem. Esse sentimento eleva a motivação, faz com que alunos e colegas gostem de ficar a seu lado e, principalmente, ajudam na sua produtividade. Quem gosta de lecionar, o faz com confiança. E não fica se "amarrando", procurando desculpas para evitar certas tarefas, como pesquisas, preparação de aulas, desenvolvimento de projetos e similares.





3 - Esteja consciente que coisas negativas acontecem. Nem mesmo o maior educador do Brasil dá todas as aulas de cada dia perfeitas, durante o ano letivo inteiro. Acidentes, coisas ruins vão acontecer na sua escola. O educador de sucesso apenas não permite que esses acontecimentos o abalem, pensa em uma alternativa e segue em frente.





4 - O sucesso vem da habilidade de pensar. Os melhores professores usam sua inteligência de três maneiras diferentes:





Criativamente: para planejar o futuro e surpreender os alunos.

Positivamente: para aumentar a motivação e evitar a depressão.

Com confiança: para descobrir seus erros, aprender com eles e melhorar da próxima vez.

Quanto antes você começar a pensar dessa maneira, mais cedo você começará a pensar e a agir melhor, a lecionar e trabalhar de maneira mais eficiente e a enxergar novos caminhos para sua carreira.





5 - Preocupe-se com você e com os outros. Os melhores professores preocupam-se a fundo com seus colegas e alunos, sem negligenciar seus próprios interesses. Tais educadores fazem exercícios regularmente, mantêm uma dieta equilibrada e conseguem manter sua saúde emocional em dia (e o item 4, logo acima, ajuda muito nisso), estão sempre junto de pessoas alegres e positivas, lêem bons livros. Também ajudam sempre que podem os outros. Caridade, trabalho voluntário, faz um bem danado, além de contribuir para a visibilidade profissional do educador.





6 - Crescer e aparecer. Os professores de sucesso não têm medo de mudar. Sabem que ser uma professora "tipo Gabriela" (como diz a letra de Modinha para Gabriela, de Dorival Caymmi: Eu nasci assim/ Eu cresci assim/ E sou mesmo assim/ Vou ser sempre assim/ Gabriela, sempre Gabriela) é o meio mais rápido para ser esquecido em todas as promoções. Para dizer o que de menos pior pode acontecer. Professores de sucesso testam e se testam, experimentam coisas novas, tentam novas técnicas e teorias pedagógicas.





Eles melhoram seus relacionamentos, suas habilidades interpessoais, estão sempre buscando fazer melhor do que fizeram ontem.





7 - Sucesso é responsabilidade. Existe uma forma meio irônica de conjugar o verbo fazer em uma empresa. É mais ou menos: "Eu tornei esse projeto um sucesso, nós encontramos certas dificuldades, eles pisaram na bola bonito". O professor de sucesso sabe passar ao longe dessa forma de trabalhar. Ele sabe que, para usufruir de tudo que o sucesso traz, ele também deve ser responsável pelos erros do meio do caminho. Além de ser justo, isso aumenta sua reputação de ser um ótimo professor, que nunca deixa ninguém na mão.





8 - O sucesso é um processo, uma caminhada contínua. Por acaso, professor, você escova seus dentes 30 vezes num dia e nenhuma vez no dia seguinte? Pois é, da mesma forma o seu aperfeiçoamento, sua caminhada para o sucesso. É algo que você deve se comprometer a fazer todo dia, sem falta. E todo dia você deve se comprometer a aprender algo que pode fazer a diferença em sua carreira. O que aconteceu quando você conheceu aquele educador novo? Por que determinados alunos pararam de prestar atenção depois de tantos minutos de aula? Seja o seu próprio técnico e professor.





OLHO





"Se você não for melhor hoje do que foi ontem, e melhor amanhã do que foi hoje, então, para que precisa do amanhã?"





Provérbio judaico





Mais algumas definições de sucesso

Por Raúl Candeloro, editor da revista VendaMais e palestrante

quinta-feira, 14 de abril de 2011





Ao listar características de bons professores, o Referencial para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente reconhece que nem todos podem ser avaliados por provas













O docente ideal:





20 qualidades do professor ideal | Formação | Nova Escola



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quarta-feira, 13 de abril de 2011









Dificuldade de aprendizagem, por vezes referida como desordem de aprendizagem ou transtorno de aprendizagem, é um tipo de desordem pela qual um indivíduo apresenta dificuldades em aprender efetivamente. A desordem afeta a capacidade do cérebro em receber e processar informação e pode tornar problemático para um indivíduo o aprendizado tão rápido quanto o de outro, que não é afetado por ela.



Numa perspectiva escolar, Considero que o professor é a peça chave para aproximar o aluno com dificuldade, por meio de uma metodologia que respeite os limites dessa criança, novos métodos e atividades que proporcionem a vontade de um esforço por parte do aluno.





Áreas de percepção envolvidas :

Dificuldades de aprendizagem envolvem muitas áreas de percepção, entre as quais:





Discriminação visual ou auditiva





Percepção das diferenças em ambos as vistas ou ouvidos



Impedimento visual ou auditivo




preenchimento da falta de peças de imagens ou sons




Discriminação figura-fundo visual ou auditiva




focalização de um objeto, ignorando os seus antecedentes






Memória visual ou auditiva, nem a curto nem a longo prazo





Sequenciamento visual ou auditivo





Colocação do que é visto ou ouvido na ordem certa





Associação e compreensão auditiva





Relacionamento do que é ouvido a outras coisas, incluindo definições de palavras significados de sentenças





VEJAMOS ALGUMAS DESSAS DIFICULDADES :





Dislexia: é a dificuldade que aparece na leitura, impedindo o aluno de ser fluente, pois faz trocas ou omissões de letras, inverte sílabas, apresenta leitura lenta, dá pulos de linhas ao ler um texto, etc. Estudiosos afirmam que sua causa vem de fatores genéticos, mas nada foi comprovado pela medicina.





Disgrafia: normalmente vem associada à dislexia, porque se o aluno faz trocas e inversões de letras conseqüentemente encontra dificuldade na escrita. Além disso, está associada a letras mal traçadas e ilegíveis, letras muito próximas e desorganização ao produzir um texto.





Discalculia: é a dificuldade para cálculos e números, de um modo geral os portadores não identificam os sinais das quatro operações e não sabem usá-los, não entendem enunciados de problemas, não conseguem quantificar ou fazer comparações, não entendem seqüências lógicas e outros. Esse problema é um dos mais sérios, porém ainda pouco conhecido.





Dislalia: é a dificuldade na emissão da fala, apresenta pronúncia inadequada das palavras, com trocas de fonemas e sons errados, tornando-as confusas. Manifesta-se mais em pessoas com problemas no palato, flacidez na língua ou lábio leporino.





Disortografia: é a dificuldade na linguagem escrita e também pode aparecer como conseqüência da dislexia. Suas principais características são: troca de grafemas, desmotivação para escrever, aglutinação ou separação indevida das palavras, falta de percepção e compreensão dos sinais de pontuação e acentuação.





TDAH: O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um problema de ordem neurológica, que traz consigo sinais evidentes de inquietude, desatenção, falta de concentração e impulsividade. Hoje em dia é muito comum vermos crianças e adolescentes sendo rotulados como 





DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), porque apresentam alguma agitação, nervosismo e inquietação, fatores que podem advir de causas emocionais. É importante que esse diagnóstico seja feito por um médico e outros profissionais capacitados.





Acredito ser fundamental para a descoberta da dificuldade de aprendizado a investigação do professor, tendo em vista a sua convivência com o aluno e sua capacidade de intervir direta e indiretamente nesse contexto; essa visão critica do comportamento, do desinteresse pode ocorrer através de uma investigação cuidadosa de como o aluno vem desenvolvendo durante a aprendizagem, quais são os seus limites, medo, insegurança.





Nesse sentido, não adianta ignorar os fatos para agradar a familia ou a escola, é preciso manter os gestores ciente da especificidade dos casos e buscar na família mais estímulos para trabalhar juntos elaborando projetos de ação e planejando atividades.





A criança com dificuldade de aprendizagem precisa do nosso amor, atenção para superar seus medos e assim, participar ativamente no processo de ensino e na sociedade.







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